segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O existir

Por que existir? Por que viver? Qual o sentido da vida? Qual o sentido de respirar? Qual o sentido de acordar todos os dias? Qual o sentido de trabalhar? Qual o sentido de estudar? Afinal, qual o sentido de viver? Para morrer? Para tudo se acabar num instante? Em trilhonésimo de milésimo de segundo? Para ver tudo se esvair pelos ralos da injustiça? Faz sentido buscar justiça em meio a tanta injustiça? É ser pessimista por demais tantas perguntas ou maquiá-las usando como resposta uma empolgação passageira? Se tantos passam pela história sem ter história, sem ser visto, sem ter valor, sem ser recompensado por algo? Quantos são os fetos que são jogados pelos ralos? Quantas são as pessoas desaparecidas sem nunca virem a ser encontradas?
A lágrima que corre em meio a tantas lembranças, boas e ruins… Quais lembranças trazem mais lágrimas? Depende do vivo? Ou lá vem estudos científicos que respondem mais essa pergunta?
Dúvida parece ser o norte deste desvaneio, mas acredito que 'busca' seria a palavra. Será que 'busca' é o sentido, a resposta, o alento? Ou há um final que pode ou não ser alcançado que é a resposta? Há resposta?
Podem até serem estudos separadamente de forma didática, físico e psicológico, mas são intrínsecos e de realidade incontestável. Mas e espírito? Seria a vida? O que é vida? Funcionamento mecânico daqueles dois? Ao que me parece o primeiro continua a existir. O segundo então seria o espírito (psicológico)?
Não sou o primeiro muito certamente, acredito mesmo que não seja o último a ter tais questionamentos. Não sei se a resposta saciaria e/ou cessaria a busca. Queria ter forças para ser firme nessa jornada. Acho-me covarde. Mesmo tendo a motivação num abraço, em doces e singelas palavras, olhares de satisfação em rever-me, auxílio em momentos complicados, ainda assim, ao que parece, não propicia o ambicionar ou o fortalecer o suficiente a caminhada.
Viver mesmo sem ter certeza absoluta do sentido de ser/existir/viver? Ou melhor, como viver tendo incerteza? Viver só em direção da resposta? Parcialmente? Deixar que ela apareça sem ter que ligar tanto? Nem procurar? É possível uma epifania? Ela completaria mesmo mesmo? Duraria por toda uma existência duradoura? Como atestar que este crer é a verdade? Verdade científica é a verdade?
Só um adendo antes de me encaminhar ao final deste: acredito que fazer alguém feliz é o mais importante para ser feliz. Apenas uma das constatações, que não tenho completa certeza.
Sem elucubrações irreflexivas exibicionistas arrogantes inescrupulosas… e sim honesta, há quem queira fazer parte desse devaneio?
Assim que possível, correções e acréscimos serão adicionados.
Quisá chegue a se tornar útil a mais alguém além do autor, que por um momento dedicou-se a exalar essas palavras soltas ao vento como forma de desabafo em mais um estalo de angústia e sentimentos mil, favor reportar.